Sexta-feira, Setembro 07, 2007

(In)dependência ou morte


Tentar definir o que essa palavra significa talvez seja o primeiro passo para podermos comemorar um dia que celebra tal preceito.

A independência tem por significado básico a liberdade ou autonomia. A liberdade é algo tão buscado pelos homens ao longo da história que quando conseguida para uma coletividade encerra com a autonomia alheia. Buscamos liberdade para os outros e ao mesmo tempo criamos vínculos que são impossíveis de serem retirados. Assim aconteceu e acontece com o Brasil e qualquer outro país que diz estar debaixo do preceito de liberdade, somos livres talvez de um outro grupo de indivíduos, mas essa liberdade nos custa a prisão em outra coletividade. Isso é óbvio, alguns podem afirmar, no entanto, entender a liberdade ou a independência como algo que vai além de se criar uma autonomia puramente política é procurar entender como a relação entre países funciona.

Queremos, para atender a essa necessidade quase fisiológica, uma autonomia e liberdade total, mas não conseguimos isso de maneira completa pois a esses dois preceitos são impossíveis de serem alcançadas em plenitude e isso não é algo ruim, muito pelo contrário, é somente através de vínculos que podemos avançar para alguma meta.

O Brasil só consegue se estabelecer e continuar com seu Estado se negar sua autonomia econômica para que outros países invistam aqui e o contrário também ocorre. Ter um próprio sistema de economia é prova de liberdade nessa área, pode ser dito. Não podemos negar isso, mas devemos ter o bom-senso de vermos que em todo mundo, tudo funciona pois existem interações, uma liberdade almejada por uma “sociedade misantropa” é impossível.

As últimas décadas são marcadas pelo fenômeno chamado globalização, que prova maior há de que nossa independência só existe se formos dependentes uns dos outros? A idéia arraigada de independência nos traz algumas conseqüências não muito boas. Temos uma noção de coletividade ampla, se ouvimos que, por exemplo a renda per capita no Brasil cresceu, consideraremos um bom sinal, mas deixaremos de observar para os que vivem na miséria dentro da nossa própria cidade. Miséria? No Brasil? Como? Se ele cresce a cada dia?

Que possamos exercer um patriotismo que exalta nossas relações de dependência e não aquele patriotismo burro que deseja ansiosamente um título político de país de “primeiro mundo” e vibra com o título alcançado de “país em desenvolvimento”. Que possamos comemorar e celebrar o fatídico dia de sete de setembro com a idéia de total dependência entre nossos compatriotas e também de dependência a outros grupos ao redor do mundo. (In)dependência ou morte!




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Essa postagem faz parte de uma blogagem coletiva sobre independência, sendo assim aqui está a lista de todos os que aderiram ao chamado. Se estiver participando e seu blog não estiver na lista dá um aviso que vou atualizando. Agradeço a Veridiana que com seu blog fez com que vários aderissem a blogagem e também a comunidade Blogosfera Cristã Visitem:



19 comentários:

nana' hayne disse...

Oi Rap,

Texto claro e muito bom, na minha opini�o, faz notar coisas simples e evolutivas, afinal como progredir sem uni�o, n�o � mesmo?

Desculpe ai, eu n�o tinha entendido (ser� que entendi agora, ou n�o? aiiii este QI de ameba burra, afff, rs)ser a bloggagem origin�ria daqui. Vou l� no banana colocar um link, ok?

Parab�ns!

PPRamada disse...

Boa postagem!

Ablagos

Osc@r Luiz disse...

Parabéns pelo engajamento. Já corrigi um equivoco no meu post.
Obrigado pelas palavras gentis.
Grande abraço!

Veridiana Serpa disse...

Raphael, muito interessante ver os diferentes pontos de vista a respeito do tema, mas basicamente sempre encontramos a noção clara da dependência em vários aspectos e da falsa noção de independência... um ótimo feriado ... []'s

Gabriella disse...

É verdade...
Acho que para uma data desse porte, falta um patriotismo que venha de dentro para fora e não exteriotipado pelo os três poderes da nação.

É isso aí!
Amei a idéia da blogagem!!!

Um beijão, rap!
Ah, já postei!

Rosamaria disse...

Já postei, Raphael.

Parabéns pela idéia e pelo post.

Um abraço.

Lais Braz disse...

Gostei dessa mobilização...
Independência ou morte!!!
Se for pelo Brasil
No momento prefiro a morte...

Ronald disse...

Rap, estamos aqui em prol da verdadeira cidadania....Abraços à você e a Veri pela blogagem...

Pati Haddad disse...

Tô participando com 3 blogagens em um único post. Confira em http://www.patriciahaddad.com/?p=363 . A propósito, me emocionei com este seu post por um detalhe. Você sabe de onde é originalmente esta imagem que você usou? De uma propaganda da Varig. Que saudade...

Fábio Mayer disse...

Tambem estou participando.

Em verdade, essa blogagens coletivas são um grão de areia na praia, mas são importantes, são sementes de uma consciência que um dia o brasileiro em geralç há de ter!

Renato Cavallera Lindskog disse...

Cara, desculpe, eu estava lendo seu post, mas parei por causa disso aqui: http://www.musicolotra.gospelmais.com.br/fly-away-porque-eu-te-amo-investigate-delirious/
desculpe, perdeu até a graça pra mim pra ler, mas na boa, eu indico esse link ai e gostaria que você participasse, pois é algo único.

Robert disse...

Escrevi algo a respeito da expressão "independência ou morte".
http://robertoonline.blogspot.com

Sarah Toledo disse...

muito bom, sr. raphael!
quer dizer que a liberdade total nunca existirá, rs... ok, eu até posso conviver com isso, se soubesse que teríamos ao menos um pouco. e se mesmo com uma liberdade "restrita", fôssemos de fato independentes (com relação ao resto do mundo - meia dúzia de países). enfim...

gostei muito do texto.

até!

Renato Cavallera Lindskog disse...

po cara, te respondi lá, mó preguiça de copiar e colar de novo! rs

Rafael Porto disse...

Rapaz, gostei do seu blog.
Bom saber que há bons blogs cristãos na blogosfera.
=)

georgia aegerter disse...

Rap, obrigada pela visita lá na Saia.
Parabéns pelo texto. Bem escolhidas as palavras e forte impressao deixada por você aqui neste post. Nos leva e nos faz pensar na situacao de liberdade e a que preco. independência ou dependência? De que vícios o Brasil precisa se desvincular?

Te desejo uma ótima semana

Abracos

Rafael Porto disse...

Hehhee

Rapaz, 70% do que ouço é cristão. Só paro para ouvir coisas seculares que não encontro no meio gospel.

Gosto muito do Ed Motta e acho que Robson Nascimento e toda a galera está bem atrás dele.

No entanto, como banda de black, o Templo Soul é melhor que quase todas do meio secular.

E assim vou ouvindo.
heheheh
=)

Rafael Porto disse...

Demorei a responder pq tava atrasado pra auto escola...
hehehe

Rapaz, Funk COmo le Gusta eu conheço sim. Também tenho os solos da Paula Lima.

Ixe, tem um monte de brasileiro funk-samba-soul d qualidade.

Os antigos do Jorge Benjor (tirando quando ele canta sobre São Jorge), Simoninha, Azymuth, Robson Jorge & Lincoln Olivetti e uma galera..
(y)

Minha alma é black!
=D

L.A.I disse...

Muito Bom o texto. Não consegui postar no meu blog, mas foi por causa do post coletivo que conheci o seu blog. Gostei bastante. Coloquei o link no meu blog.
Voltarei sempre.
;D