Religião e Alienação
Costuma-se dizer que religião não se discute, cada um com a sua, esse pensamento é um tanto quanto antiquado para uma sociedade que diz estar realmente informada sobre as coisas. A discussão, a troca de idéias, sobre qualquer forma de se pensar sempre será válida desde que um ou outro lado estejam dispostos a aprender, isso é bem clichê, bem falado mas, na prática o extremismo e orgulho imperam de forma soberana.
A velha definição do que é religião, o famigerado religare, que é o conjunto de práticas ou ritos que unem o homem ao que é divino, pode ser ampliado em um grande leque de práticas que temos. Ser religioso não necessariamente é praticar rituais que fogem do senso-comum para alcançar um extâse "inexplicável". Fazer parte de uma religião é elevar algo de tal maneira a ponto de transformar o objeto ou o pensamento em algo que possa ser adorado. Seja um agnóstico, ateu, budista, cristão, taoísta, judeu ou um "sem-religião", todos têm algo em comum: um norteador de ações.
Se você segue algo que considera como sendo sua consciência, você a exalta, pois ela é o rumo - decidido pessoalmente - a ser tomado, os motivos pelos quais esse "caminho" foi escolhido são tão variáveis que não são passíveis de enumeração, haveria o risco de generalização.
O que faz no entanto com que a religião se torne algo abominável pelo próprio nome é a forma como se "adora" o caminho escolhido. Nos alienamos no pior sentido da palavra, ficamos loucos. Fugimos do senso comum chamado respeito e partimos para a agressão. Não é à toa que grandes guerras, onde líderes buscam poder, começam através da adoração a uma forma de pensar.
Algo pode ser efetivamente considerado verdadeiro mesmo que absolutamente para uma pessoa, mas impor essa verdade absoluta para os outros é um processo de regressão à irracionalidade. A famosa razão humana constantemente tem dado vazão à falta de equilíbrio, à estúpida forma de pensar que o mundo gira em torno do próprio ego, da própria maneira de pensar. Respeito é a palavra de ordem, com todo respeito aos que discordam.
P.S. 1: Esse texto faz parte da Blogagem Inédita promovida pelo Interney
P.S. 2: Estou devendo meme e selo, peço desculpas pelo atraso mas vou colocar essa semana aqui.
A velha definição do que é religião, o famigerado religare, que é o conjunto de práticas ou ritos que unem o homem ao que é divino, pode ser ampliado em um grande leque de práticas que temos. Ser religioso não necessariamente é praticar rituais que fogem do senso-comum para alcançar um extâse "inexplicável". Fazer parte de uma religião é elevar algo de tal maneira a ponto de transformar o objeto ou o pensamento em algo que possa ser adorado. Seja um agnóstico, ateu, budista, cristão, taoísta, judeu ou um "sem-religião", todos têm algo em comum: um norteador de ações.
Se você segue algo que considera como sendo sua consciência, você a exalta, pois ela é o rumo - decidido pessoalmente - a ser tomado, os motivos pelos quais esse "caminho" foi escolhido são tão variáveis que não são passíveis de enumeração, haveria o risco de generalização.
O que faz no entanto com que a religião se torne algo abominável pelo próprio nome é a forma como se "adora" o caminho escolhido. Nos alienamos no pior sentido da palavra, ficamos loucos. Fugimos do senso comum chamado respeito e partimos para a agressão. Não é à toa que grandes guerras, onde líderes buscam poder, começam através da adoração a uma forma de pensar.
Algo pode ser efetivamente considerado verdadeiro mesmo que absolutamente para uma pessoa, mas impor essa verdade absoluta para os outros é um processo de regressão à irracionalidade. A famosa razão humana constantemente tem dado vazão à falta de equilíbrio, à estúpida forma de pensar que o mundo gira em torno do próprio ego, da própria maneira de pensar. Respeito é a palavra de ordem, com todo respeito aos que discordam.
P.S. 1: Esse texto faz parte da Blogagem Inédita promovida pelo Interney
P.S. 2: Estou devendo meme e selo, peço desculpas pelo atraso mas vou colocar essa semana aqui.
7 comentários:
Vale ressaltar as aspas de "inexplicável"...
Mas gostaria que alguns ateus talibânicos lessem essa postagem.
[ ]'s ricardo
se n é seu melhor texto, com certeza um dos melhores!!
adorei a maneira coesa com q vc expos um assunto tão delicado!!!
parabens!
=)
ah, não tenho muito o que comentar. concordo com vc. entraria aí tb, em uma discussão mais aprofundada, o lance do "coexistir". hehe, lembra?
em todo caso, além do que vc disse, acho que a abominação pela religião (a começar pelo termo) é um pouco de medo também.
inté, sr. raphael!
O grande problema está no fato de as pessoas se preocuparem mais em provar que estão certas do que com o futuro da alma de quem elas tentam convencer. Isso prova que estão longe de VIVER a religião.
infelizmente o que acaba acontecendo é a volta à irracionalidade, o impor ao outro o que se pensa... o totalitarismo gospel, por assim dizer... rs
Gostei do seu blog.
Gostaria de parceria de troca de links?
Deixe recado no meu blog.
http://erazen.blogspot.com
Essa frase me prendeu:
"O que faz no entanto com que a religião se torne algo abominável pelo próprio nome é a forma como se "adora" o caminho escolhido."
Reflete exatamente o que penso -agora- sobre essas questoes de Religiao. Apenas digo-a de uma outra forma.
Inté!
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