Sexta-feira, Junho 06, 2008

Desenvolvimento Sustentável



Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva proposta por História & Cotidiano com o tema que leva o título desse texto.




É uma palavra um tanto quanto comum na boca de muitos ambientalistas e provavelmente algumas pessoas não têm idéia da razão prática de tal termo e conceito existirem. Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que consegue suprir as necessidades de uma geração sem necessariamente comprometer as futuras. Apesar do conceito pouco científico, pois bate de frente com a famosa segunda lei da termodinâmica que diz basicamente que as coisas tendem a entropia (nível de desorganização em um sistema), é uma idéia sobre o que podemos fazer em relação ao processo de retardamento de conseqüências ditas apocalípticas.

Fritjof Capra nos alerta sobre alguns fatos - que aqui não descreverei em dados estatísticos – interessantes sobre nosso modo de desenvolvimento. Fatores a serem considerados como o transporte de comida em países de ricos (ou em quase todos) locomover-se literalmente meio mundo para chegarem às mesas de seus consumidores, grandes monoculturas objetivando a exportação e uma total falta de política de reaproveitamento de lixo. A frase: “É impossível ter um desenvolvimento ilimitado de um planeta limitado” é tão cabível nos dias atuais que deveria pulular aos olhos de todos a questão ambiental.

Infelizmente o modelo de globalização deturpado existente faz com que uma boa economia seja aquela capaz de exportar bastante. Isso é realmente bom para a economia de um país, no entanto, pensar de forma regionalizada não afeta somente sua região; o que é feito aqui, afeta literalmente outro lado do planeta, no mais fantástico efeito de teoria do caos. A exportação utópica que deveria haver está relacionada ao conhecimento; técnicas de plantio, de reuso de matérias-primas deveriam ser difundidas e principalmente incentivadas para que cada vez mais regiões se tornem auto-sustentáveis. Reconhecer que nossos recursos são finitos é o primeiro passo para se colocar um possível freio nesses passos largos que damos rumo ao fim de nós mesmos.

Faço de continuação desse texto, outro, que postei sobre tal questão há um tempo atrás.

6 comentários:

Teo disse...

A Terra sempre pareceu grande demais para o homem. Hoje começa a se ver que o planeta será pequeno em breve se os atuais propósitos se perpetuarem. Por isso, alguns mais julioverneanos já até sugerem colônias espaciais e terraformação de outros planetas como uma alternativa a ser considerada a longo prazo. Obviamente, colonizar outros planetas acaba parecendo uma opção viável quando não se consegue sequer fazer um uso racional dos recursos à volta. A humanidade sempre foi um total nonsense mesmo.

Mau Camus disse...

Só acreditaremos que os recursos são finitos, quando esse fim chegar. É igual a criança, que come o doce todo e depois olha para os pais, dizendo: "Cabô!"
Só iremos parar quando for óbvio.

Abs, Raphael

Kessia disse...

eu já acho q nunca vamos parar.. será essa uma forma mto fatalista de ver as coisas? rs

mto bom teu texto

bjs!

sergio disse...

Raphael...vc partiu de um ponto interessante. Muitos desconhecem o real sentido da palavra desenvolvimento sustentável e por isso, se não conhecem, imaginem se praticam...quase impossível. Nós cidadãos temos que praticar ações simples no cotidiano e que totalizadas ao longo do tempo contribuem com a preservação daquilo que ainda nos resta. Abraço e parabéns pelo excelente post! abraço e ótimo final de semana amigo.

Daniel Moreira disse...

Parabens mais uma vez pela Postagem.

Isto me preocupa ao ponto de pensar sobre minhas decisões futuras

E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. 2Pe 2:19

Éverton Vidal disse...

E quando já sabemos? Digo, e quando já damos esse primeiro passo? Hà quem já saiba da finitude dos recursos (países ricos há muito sabem disso) e continue a viver como se tudo fosse infinito. Triste.

Parabéns pelo texto, eu nem sabia dessa blogagem.

Inté!