Sentidos
Pobre homem. Quando detentor de todos os sentidos. Quando por um deles não se agrada todos os outros sofrem. E tem-lhes o compartilhamento por imposição. São assim todos, em demasia estamos insatisfeitos se um quinto de nós mesmos também estiver.
Experimente ouvir uma bela música. Pode não lhe faltar nada: maravilhosa melodia, ritmo agradável e harmonia graciosa mas, ouça tal música tendo o olfato atiçado por um desregrado e putrefato odor. O prazer do sentido aguçado esvai-se ou ao menos não é mais tão constante quanto era antes. Percebe-se claramente a imposição de um único afetado sobre os outros.
Deveria-se nos mesmos moldes despertarmo-nos para um sentido que tem um ar mistico e certamente é mítico. A consciência é esse sentido. O interessante de notar-se é que mesmo algo tão subjetivo e não muito experimental é análogo aos sentidos físicos e sensoriais. Observe claramente a disposição de alguém que observa uma destruição ou desgraça alheia muito próxima. Seu olhar de auto-preservação indica-lhe o melhor a se fazer desanuviadamente: ajudar o alheio. "Se algo me acontecer os atos que faço serão recíprocos." Não lhe seria aprazível e confortável tatear um agradável lugar de descanso enquanto sua consciência mexe lá no fundo do seu ego. Maldizendo essa atitude totalmente fugidia do egoísmo, sua consciência enquanto sentido faz-se totalmente presente.
Esse tal sexto sentido é sim o conhecimento da auto-preservação, talvez o que costuma-se definir animalescamente de instinto nada mais seja do que a simples externalização do egoísmo. E na cadeira evolutiva os altruístas em plenitude foram destruídos pela lei do mais forte. Ou talvez souberam disfarçar tão sabiamente que até hoje são louvados como exemplos a serem seguidos.
Experimente ouvir uma bela música. Pode não lhe faltar nada: maravilhosa melodia, ritmo agradável e harmonia graciosa mas, ouça tal música tendo o olfato atiçado por um desregrado e putrefato odor. O prazer do sentido aguçado esvai-se ou ao menos não é mais tão constante quanto era antes. Percebe-se claramente a imposição de um único afetado sobre os outros.
Deveria-se nos mesmos moldes despertarmo-nos para um sentido que tem um ar mistico e certamente é mítico. A consciência é esse sentido. O interessante de notar-se é que mesmo algo tão subjetivo e não muito experimental é análogo aos sentidos físicos e sensoriais. Observe claramente a disposição de alguém que observa uma destruição ou desgraça alheia muito próxima. Seu olhar de auto-preservação indica-lhe o melhor a se fazer desanuviadamente: ajudar o alheio. "Se algo me acontecer os atos que faço serão recíprocos." Não lhe seria aprazível e confortável tatear um agradável lugar de descanso enquanto sua consciência mexe lá no fundo do seu ego. Maldizendo essa atitude totalmente fugidia do egoísmo, sua consciência enquanto sentido faz-se totalmente presente.
Esse tal sexto sentido é sim o conhecimento da auto-preservação, talvez o que costuma-se definir animalescamente de instinto nada mais seja do que a simples externalização do egoísmo. E na cadeira evolutiva os altruístas em plenitude foram destruídos pela lei do mais forte. Ou talvez souberam disfarçar tão sabiamente que até hoje são louvados como exemplos a serem seguidos.



2 comentários:
O meio pode ser perigoso para o altruísta, mas sua contribuição para a espécie dá vantagens evolutivas.
Outro dia ao fazer compras percebi o quanto é agradável o aroma do cheiro verde. Desejei sentir seu cheiro sempre, mas não posso ter essa lembrança tão clara quanto sei que ele é verde. Talvez se eu fosse cego, o cheiro verde seria mais cheiro do que verde em minha mente. Pode ser que os altruístas tenham realmente sacrificado seus instintos predominantes para ganharem um sentido mais aprazível na percepção da vida, ou a falta de sentidos mais comuns os destacaram em outros.
Postar um comentário