Só
Escondia sua covardia
E a esse esconderijo atribuiu um nome:
Amor platônico.
Bem que poderia se abrir, explicar-se
Mas preferia o silêncio
A lembrança da bela face.
As memórias das melodiosas palavras
O ludibriar que o simples odor trazia
Só imaginações;
Só distância;
Utopia só;
Harmonia solitária.
O risco de perder batia sempre à porta
Sempre que sair da caverna se transformava em opção.
E assim prosseguia...
Só, apesar das lembranças
Memorioso, apesar da solidão



7 comentários:
É. A memória agrada mais quando o presente incomoda. O pensamento agrada amais quando a realidade incomoda.
é tão mais seguro pertencer a um mundinho que nós mesmos criamos e cultivamos com carinho, não é? mas uma hora ou outra, parece que a frustração acontece.
mt bom o poema!
Lindo texto =]
E amores platônicos são horríveis, hehe
Beijo, power ranger azul =)
Lindo poema, rap.
Vejo muita beleza nos amores platônicos, exatamente porque eles podem ser belos. São ideais, perfeitos. Uma vez que viram realidade perdem toda magia - mas n que isso seja ruim...
Tudo tem seu tempo! Até o amor platônico! Beijus
Achei que seu blog possui um conteúdo muito bom ou, aliás, possui conteúdo, coisa rara nesses dias.
Abraços,
João
é, acho que esse poema se encaixa na vida de todo mundo, por algum determinado momento da vida. pena que tão poucos percebam o quanto é especial. ou pelo menos, belo.
gostei.
bjim.
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