Sábado, Março 21, 2009

Escondia sua covardia
E a esse esconderijo atribuiu um nome:
Amor platônico.

Bem que poderia se abrir, explicar-se
Mas preferia o silêncio
A lembrança da bela face.

As memórias das melodiosas palavras
O ludibriar que o simples odor trazia

Só imaginações;
Só distância;
Utopia só;
Harmonia solitária.

O risco de perder batia sempre à porta
Sempre que sair da caverna se transformava em opção.

E assim prosseguia...
Só, apesar das lembranças
Memorioso, apesar da solidão

7 comentários:

Teo disse...

É. A memória agrada mais quando o presente incomoda. O pensamento agrada amais quando a realidade incomoda.

Catarina Ferreira disse...

é tão mais seguro pertencer a um mundinho que nós mesmos criamos e cultivamos com carinho, não é? mas uma hora ou outra, parece que a frustração acontece.
mt bom o poema!

Claudia Bittencourt disse...

Lindo texto =]
E amores platônicos são horríveis, hehe
Beijo, power ranger azul =)

Suzana disse...

Lindo poema, rap.
Vejo muita beleza nos amores platônicos, exatamente porque eles podem ser belos. São ideais, perfeitos. Uma vez que viram realidade perdem toda magia - mas n que isso seja ruim...

luzdeluma disse...

Tudo tem seu tempo! Até o amor platônico! Beijus

João disse...

Achei que seu blog possui um conteúdo muito bom ou, aliás, possui conteúdo, coisa rara nesses dias.

Abraços,

João

Sarah Toledo disse...

é, acho que esse poema se encaixa na vida de todo mundo, por algum determinado momento da vida. pena que tão poucos percebam o quanto é especial. ou pelo menos, belo.

gostei.

bjim.

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